Kundera e Kafka

Cheguei hoje ao trabalho, ao que parece, mais cedo que o costume.

E foi inevitável me lembrar de Milan Kundera, especialmente de seu livro Risíveis Amores.

Um de seus contos fala de um jovem Checo, egresso da universidade, que estava buscando uma colocação (emprego) em uma região rural do país.

Encantado por uma garota da região, que se dizia cristã, resolveu vestir a personagem de um cristão em um país comunista e laico (ateu) — estratégia para conquistar a sua musa.

No enredo, acaba se envolvendo com a líder política local — uma mulher feia e sistemática.

No desenrolar da história, essa líder, ateia convicta, acaba se revelando conhecedora dos rituais cristãos, e concorde em deles participar (em segredo, é óbvio).

Pois bem. Na Secretaria da Educação, Juventude e Esportes — e em particular na Assessoria Jurídica — estamos vivendo dias tensos, num universo coalhado de fofocas. Nesse universo, a Assessoria Jurídica é desleixada, desidiosa e indelicada. Uma das maiores críticas é quanto ao nosso horário, que seria de seis horas ininterruptas, mas que, dizem os boatos, acabam sendo entregues menos de cinco.

É. E eu cheguei antes da uma hora. E nem bem cheguei, já tinha colega se despedindo.

Lembrando que na segunda-feira, ansioso, cheguei ao trabalho um pouquinho antes das oito, e encontrei somente duas colegas

Enfim…

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