Benditos Spammers!

Voltei!

Fui informado, mais uma vez, de que havia um comentário para moderação.

E novamente era um comentário ‘nada a ver’, prometendo o paraíso, etc. e tal.

Novamente, sinalizei o comentário como spam.

E já estava pronto para voltar à navegação preguiçosa.

Mas aí, um impulso me atalhou: “já que está logado, por que não posta algo?”

E aqui está.

Só de passagem, mas sinalizando a presença.

E já que está deixando os rastros, que tal “marcar pra mais tarde”:

– a ‘tese’ sobre o indivíduo que criava perfis diferentes para interagir em redes diferentes?

– o tipo que se revoltava contra qualquer espécie de ‘imoralidade’ da sociedade?

Já dá pro começo, não é?

O que pode um “whats”?

Pois é, em um dos grupos de que faço parte (no qual fui incluído), uma ‘prima’ postou uma daquelas pérolas.

PT quadrilha, Dilma e Lula bandidos, etc. e tal, e, a mais… (mais o que, mesmo? divertida, hilária, esdrúxula? bizarra? não sei, simplesmente): o Governo pretende acabar a autonomia da Polícia Federal — claro, para não investigar os corruptos, principalmente os corruptos petistas.

E convida os ‘coxinhas pagadores de impostos‘ a um gesto ‘patriótico‘: um panelaço.

Daí, eu respondi: ‘estou fora’.

E desliguei o computador, fechei a sala, e vim para casa.

No caminho, eu pensei nas possibilidades que (ainda [cria eu]) não tinha explorado:

– Quem quebrou o Tocantins foi o PT?

– O responsável pela grave crise hídrica em São Paulo é o Governo Federal do PT? Ou o governo Tucano de São Paulo, que há décadas não investe no sistema de captação e tratamento de água?

– Meia tonelada de pasta-base de cocaína são apreendidas em uma fazenda no interior do Espírito Santo, para onde foram transportadas em um helicóptero pertencente a um senador mineiro do PSDB. A polícia federal estava à espreita, sem dúvida nenhuma porque tinha conhecimento do modus operandi, e havia se antecipado aos movimentos da quadrilha. Mesmo assim, não teria sido possível apurar de quem realmente era a pasta-base transportada na aeronave: quem ‘roubou‘ a autonomia da polícia federal foi o governo? Foi o PT?

Estava ansioso para chegar em casa, e postar no whatsapp todas essas indagações.

No entanto, surpresa: Um primo postou, ‘concordando’ comigo, que tinha razão, devíamos postar no grupo da família, aquele tinha sido criado exclusivamente para o encontro de família, e tal.

E aí morreu o assunto.

Uau!

Escrever…

Pois é, acessei o blog para moderar um comentário.

Parece que foi mais um spam, embora me parecesse técnico.

Bem, e aqui estou — escrever!!

Mas escrever o quê??

Me veio à memória de uma crônica de Drommond: “Hellip; e a garota caminhando, tloc, tloc…”.

Mas sabe, eu não sou Drommond. Sou simplesmente um sertanejozinho disperso, meio preguiçoso.

Bem, vamos lá.

O trabalho está se acumulando na minha mesa.

Quer dizer, não está-se acumulando — Na verdade, não está fluindo. O que chega por agora, sai. Mas alguns de dias atrás, permanecem, teimosamente. Que inferno!

Porém, retomando Sartre, o inferno são os outros. Logo, para os outros o inferno também pode ser eu. Caramba!

Ok, estou enrolando. O inferno quem criou fui eu. E tenho que administrá-lo, antes que ele me devore.

Vai passar!

Tábuas esparramadas no meu quintal, e a ideia de, usando-as, construir uma mesinha, uma caixa de ferramentas, um armário, e que tais. Talvez criar algo de marcheteria.

Comprei formões, plaina, tupia, serrote, serra tico-tico… e nada.

Disse para mim agora à noitinha: amanhã, viu!

É, quem sabe?

O hábito do cachimbo …

Caramba!

Vejam como são as coisas!

Lá vou eu para o trabalho, atrasado como em todas as segundas-feiras (rs).

Chego na repartição e, surpresa! Tudo vazio: a marquise, o hall, a recepção.

Nenhum aglomerado …

Como pode? Não houve momento devocional hoje???

Caramba!

Fiquei intrigado o dia inteiro!

E, ao retornar a casa, a firme decisão: postar essa novidade no blog.

E aqui estou, honrando o compromisso para comigo mesmo.

Então, quando inicio esse post, caiu a ficha. Hoje é sexta-feira, dia útil depois de um feriado.

Espero que os devotos não pensem o mesmo que eu (rsrs).

Pode?!! Momento devocional também depois dos feriados?!!

Argh!

O ‘Momento Devocional’ e o Estado Laico — minhas impressões.

Penso que sempre fui ateu — ou algo do tipo.

Nunca me senti bem no seio da Igreja Católica. Até tentei participar de cerimônias em outras igrejas. Participei, também, de rituais de outras profissões.

Mas sempre restava o estranhamento.

Enfim, não estou me justificando — é apenas uma constatação.

Por se tratar de uma constatação, cabe a declaração: sempre me senti desconfortável diante de demonstrações de evocações (e invocações) divinas. Especialmente quando essas demonstrações requeriam minha manifestação — que, para ser honesta, haveria de repelir o gesto (e daí, eu me tornaria antipático, radical, grosseiro, intolerante, etc.).

O resumo da ópera, no entanto, é: sou ateu, ou agnóstico, ou secular, o que seja. Não tenho religião, nem pretendo:

— Simples, não é?

— Não, não é.

Já se guerreou e assassinou muito em nome de deus. De qualquer deus.

E isso é compreensível (mas não tolerável, eu penso): um deus é uma pessoa (assim afirmam os Testemunhas de Jeová) onipotente, exponencialmente mais poderosa do que as pessoas de carne e osso, e por isso, não tem que se preocupar com as suscetibilidades ‘humanas’.

Enfim, se inventou um deus justo, piedoso, implacável com os seus pares mas disposto a ‘perdoar’ os humanos, frágeis criaturas (sim, sua criação, seu invento) — misericordioso:

— Ótimo, não?

— Não!

— Mas as guerras e a intolerância acabaram!

É mesmo?

(…)

Pois bem. As evocações me incomodam. As invocações também.

Mas só o que não falta são manifestações desse naipe.

Em nosso país, onde tudo tem de ser estabelecido em lei, está registrado na Constituição que:

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
(…)
VI – é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;
VII – é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva;
VIII – ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;
(…)
IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;
X – são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;
(…)
XX – ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado;
(…)
Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
I – estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público;

Penso que, para mim, isso tudo significa: ter ou não uma religião é questão de foro íntimo; eu (qualquer um) não preciso me sentir constrangido de professar um credo; eu (qualquer) não tenho o direito de constranger alguém que não comungue de minha fé; e especialmente, eu (…) não posso me utilizar da estrutura estatal para potencializar a minha profissão de fé, o meu estilo de vida calcado nessa fé, os valores intrínsecos a essa fé, os rituais e hábitos dessa fé.

Dito isso, vamos ao caso: momento devocional é uma prática abusiva, ou um espaço disponibilizado à manifestação de qualquer?

Isso é o que argumentam os defensores dessa ‘instituição’ — é um espaço disponibilizado para manifestação espontânea.

Em tese, qualquer um pode se exprimir nesses momentos de convivência — de congregação.

Mas suponhamos que eu, ateu/agnóstico, decidisse manifestar minha profissão de não-fé aos meus ‘irmãos’: como seria?

Minha curiosidade não é tamanha. Admito: embora seja dotado de alguma curiosidade científica, não me proponho a tanto. Em primeiro lugar, porque prevejo reações acaloradas — principalmente daqueles que argumentam pelo caráter aberto e impessoal das manifestações habituais; em segundo, porque tenho comigo que manifestando minha profissão de não-fé eu me estaria nivelando com os entusiastas das profissões de fé.

Por outro lado, segundo a teoria do discurso, as palavras não são escolhidas ao acaso – elas têm significado real no discurso, e são utilizadas em função do seu significado.

Assim, quando se escolhe denominar esses momentos de aparente reflexão coletiva de ‘momentos devocionais‘ se decide que o caráter litúrgico, professional, é relevante.

Resumindo, são momentos dedicados a um culto (uma homenagem religiosa, uma adoração, etc., etc.).

Vislumbra-se mudança na estrutura?

Vá sonhando!

O Estado é laico, mas ‘Deus é brasileiro’.

Além do mais, nada mais eficiente para encerrar uma discussão do que atravessar uma citação bíblica — foi Deus que disse, vai encarar?

Então, o momento devocional vai continuar, e a porta lateral vai permanecer fechada.

Afinal, é mais relevante proporcionar a ‘oportunidade’ de os ‘pagãos’ terem acesso à ‘palavra de salvação’ do que respeitar os cidadãos seculares.

Direitos fundamentais? Isso é coisa para proteger trombadinha!

O General

Era uma vez um príncipe que, aclamado pelo povo, retornou ao poder.

O príncipe, comovido, designou como sátrapa um nobre muito próximo ao seu povo — ainda que oriundo de outra satrapia.

O sátrapa, amante das letras e das ciências, solicitou emprestado um guarda-armas de um exército vizinho, e o promoveu a capitão.

O capitão, muito moço, atrapalhou-se em alguns de seus jogos estratégicos, e esse pormenor causou algum mal-estar ao Sátrapa e à sua Dama.

Então, Satrapia erige outro comandante de armas — que se vê tolhido em seus exercícios de comando pela presença incômoda do seu antecessor, que não larga o seu posto.

E agora, a Satrapia não consegue desvencilhar-se do guarda-armas — que, apesar de requisitado de volta pelo seu General, tomou gosto por suas novas honrarias, e faz qualquer negócio para permanecer no comando do exército de faz-de-conta, e pensa que, agora, é General.

Eu pensava que Franz Kafka não havia escrito sobre esse tema: ledo engano.

Não me recordo o título, mas ele escreveu crônica magistral acerca da contratação de exércitos mercenários, para controlar os povos — o povo.

Chega um momento em que os exércitos se tornam um estorvo para os governos — e são deixados à margem, descartados como qualquer objeto, da mesma forma que acontece com as pessoas do povo.

E o povo, que antes era espezinhado pelos exércitos a mando dos príncipes, é quem tinha que lidar com os soldados, agora desprovidos de qualquer humanidade.

Kafka, meu velho, seja bem-vindo ao Tocantins.

O ‘barco’ está fazendo água

Pois é, o ‘barco’ está fazendo água.

O chefe veio com muito entusiasmo, com toda força, e no final sangrou como porco — com o perdão pela metáfora pra lá de grosseira.

E, ao que parece, sai de fininho, pela porta dos fundos — tudo indica que foi o último a saber que dançava, a menos que seja muito duro na queda (eu, no lugar, teria desmoronado).

É a vida.

E para nós, o que fica?

Outro chefe tirado de dentro da cartola, também improvisado, também muito convencido de suas qualidades (segundo o ‘telefone-sem-fio’). Lindo, não?

Que governos. E que governo!

Como criar um chefe?

É simples: basta umas colheradas (muitas!!!) de vaidade, uma boa dose de frescura, e: Voilà!

Taí o CHEFE!

Gostou?

Eu, não.

Estou experimentando este ‘manjar’.

E como diz aquele dito popular, ‘quem nunca comeu mel, quando come se lambuza’.

É inteligentíssimo, fresquíssimo, modestíssimo, e por aí vai.

E tão preocupado com a coisa pública!!!!!

Fluxograma

Como se faz um fluxograma?

Boa pergunta.

Pois é. A Chefe da Repartição requisitou do grupo de que eu participo a elaboração de um.

A ideia é boa: Fazer com que os documentos — processos inclusive — cheguem ao Centro de decisões já com uma sugestão de decisão, em vez de seguirem direto ao centro de decisões, que os repassaria aos setores “para providências”, e às vezes a setores que não teriam como deliberar sobre o problema posto.

Muito bem. Mas e aí: como se elabora um fluxograma?

Boa pergunta!