De novo outra vez!

Lidar com pessoa esquizofrênica é muito cansativo.

A irmã ontem reclamou que era necessário ir ao mercado bem cedo.

Fui. Depois do café.

Ela passou uma lista de mercado — permanente.

Eu filtrei alguma coisa.

Mesmo assim, comprei coisas que já tinha em casa, e tinha muito.

Não duvido que tenha faltado algo.

A lista? Muito confusa. E com itens repetidos.

Dá para apontar esses ‘detalhes’?

É doido?

Política e opinião

Hoje, deixei meu carro em um centro automotivo. Estava exalando cheiro de combustível.

Tomei um Uber para o trabalho.

Motorista muito gente boa. Calado, mas não antipático ou sorubático.

Gostei.

Por volta das 18, recebi mensagem de que estaria pronto.

Fui lá. Tomei outro Uber. Também simpático, mas com uma vibração diferente.

Iniciou já discussão sobre política. Começou perguntando o que eu achava dos candidatos; respondi que não via diferença entre eles (para mim, nenhum deles tem condições ou interesse de revolucionar a gestão pública).

Ele soltou: pelo que eu ouço, quem ganha essa é v.

Continuamos a conversar. Opinei que o Tocantins precisa de projetos discutimos (não com essas palavras). Ele concordou.

Perguntou se eu trabalhava na seduc. Disse que sim. Falei da frustração de não tem o meu cargo c minha categoria valorizados, apesar dos discursos populistas do geral dos políticos.

Aí meteu um “tem muito professor que não se valoriza”.

E jogou uma de que as universidades são uma bagunça. Que os estudantes vivem fumando maconha.

Me esforcei para segurar o diálogo, mas pesou.

Ainda bem que já estava perto do destino.

Como faz para relevar?

Novamente a minha irmã com as suas: me elogiando e agradecendo pela comida, declarando que nós dois temos tudo para nos darmos bem, nos cuidados com nossa mãe, e alfinetando as pessoas que lhe fazem críticas.

Imagine, a semideusa não erra, não falha.

E eu respondo com o silêncio. Pode ser covardia, mas discutir com uma pessoa de temperamento extremo (esquizofrênica talvez) não é bom negócio.

Mas o coração fica tenso.

Quanto tempo eu vou conseguir suportar?

Frustrações e surpresas

Ontem, preparando o almoço, precisei agachar-me. Senti a pressão no joelho direito, justamente o que eu costumo encostar no chão.

A frustração é a raiva chegaram juntas.

Eu parei de caminhar antes mesmo de a “Sinhá Isabel” ter deixado claro que me havia feito cativo. E, claro, a inatividade comprometeu ainda mais as articulações.

Antes um pouco, eu vi uma mensagem em grupo de WhatsApp, falando do dia 31. Então, minhas férias tinham acabado. E eu não podia comentar, pois não avisei que estava de férias, para ver se conseguia arrumar alguma coisa na minha casa.

No trabalho, andando um pouco entre minha sala e o cafezinho, o joelho destravou um pouco.

Não sei como fazer.

Auto-prestação de contas e estresse noturno

Achei que não daria para realizar o que idealizei.

Mas, analisando, penso que desempenhei bem.

Consegui desobstruir a rede de esgoto. Com gambiarra, mas consegui.

Voltei satisfeito para a casa da minha mãe.

E five bons motivos para sentir-me desanimado.

A sinhá está impaciente. Foi grosseira com mamãe. Mais de uma vez.

Penso comigo: será que realmente está tomando o medicamento controlado?

Se estiver, imagino como estaria sem ele.

Auto-prestação de contas

Eu finalmente me lembrei (e tive a iniciativa) de entrar na assistência técnica de refrigeração da quadra.

Um técnico veio olhar a geladeira. Descobriu o problema.

Depois, vieram buscá-la.

Prometeu que amanhã traz de volta.

Veremos se está semana eu concluo o que mentalizei: substituir a caixa de correio e resolver o entupimento da rede.

Eita!

Ontem à noite, o humor da sinhá estava alterado.

Quando eu cheguei, vi duas panelas no fogo. Era uma de arroz e outra de carne com osso.

E eu comeria a bobagem de perguntar pelo sapo (buldogue).

Respondeu que o dono (Bruno, esposo de nossa sobrinha) tinha vindo buscar.

Saiu dizendo que ia ao mercado, e deixou as panelas no fogo.

Na saída, estilou: mamãe ainda não jantou. Já eram nove horas.

Chegou passando das dez. Não vi se trazia alguma coisa. Não importa.

Outra vez! (Mais uma)

Sábado.

Fiz o jantar (mais da sinhá, parecido com lanche).

Mamãe jantou. Eu também.

E a sinhá lavando o cabelo.

Entra. Sai. Passa creme. Enxágua. Lava de novo. Pega uma tesoura.

Cortou as pontas? Não sei, não percebi diferença.

Enfim, veio jantar.

E eu ansioso para ir em casa.

Mas dis que, antes mesmo de terminar, veio com as caduquices com o sapo gordo (o buldogue francês da sobrinha e do marido): pipin, vamos passear.

Tenho de tomar cuidado com meu fígado.

Lidar com pessoa esquizofrênica é dureza.