Fotos do celular

Tenho muita curiosidade pela fotografia.
Tinha uma câmera, mas deixei que ela se danificasse.
Então, venho usando a câmera do celular.
As definições não são as melhores, e eu não sou bom fotógrafo. Fazer o quê?
Enfim.
Gosto de fotografar árvores, sem muito cuidado com o enquadramento, a iluminação, a saturação, essas coisas.
Nessa última semana, eu vi a lua quando saía do trabalho, e disse a mim mesmo que assim que chegasse em casa devia tomar umas fotos, enquanto ainda havia algum claro do dia (mesmo que o sol já se tivesse posto).
Claro que me esqueci, e a lembrança retornou quando eu vislumbrei o clarão da lua pela janela do meu quarto.
E, mesmo sem a luz adequada, decidi tomar algumas fotos.

Na entrada de casa, por trás de uma exória

Da janela de meu quarto

Fotografias e ‘fotografando’

Gosto de fotografias.

De fotografar, não gostava. Fotografava, mas sem maiores pretensões.

Em 2010 (quanto tempo, hein?), passei férias em Córdoba, Argentina.

Lá, eu saquei algumas fotos, de paisagens que me despertaram alguma curiosidade.

Entretanto, não tomei cuidado com os detalhes: a câmera não tinha sido configurada devidamente, e as fotos foram datadas como se sacadas três ou quatro anos antes. Uma lástima.

Deixei a câmera guardada em uma gaveta por anos. Já em 2018, resolvi ressuscitá-la. Pus pilhas nova, e saí por aí fotografando. Saíram umas fotos até que simpáticas. Mas, outra vez, a data se atravessou no caminho: era como se eu tivesse fotografado no futuro, mais de um ano depois da data em que realmente ocorreu. Puxa vida!

Bem, agora eu resolvi expor minhas criações, sem maiores pretensões.

São fotos sacadas desde uma câmera portátil, ou de um celular.

Fotos simples.

Kundera e Kafka

Cheguei hoje ao trabalho, ao que parece, mais cedo que o costume.

E foi inevitável me lembrar de Milan Kundera, especialmente de seu livro Risíveis Amores.

Um de seus contos fala de um jovem Checo, egresso da universidade, que estava buscando uma colocação (emprego) em uma região rural do país.

Encantado por uma garota da região, que se dizia cristã, resolveu vestir a personagem de um cristão em um país comunista e laico (ateu) — estratégia para conquistar a sua musa.

No enredo, acaba se envolvendo com a líder política local — uma mulher feia e sistemática.

No desenrolar da história, essa líder, ateia convicta, acaba se revelando conhecedora dos rituais cristãos, e concorde em deles participar (em segredo, é óbvio).

Pois bem. Na Secretaria da Educação, Juventude e Esportes — e em particular na Assessoria Jurídica — estamos vivendo dias tensos, num universo coalhado de fofocas. Nesse universo, a Assessoria Jurídica é desleixada, desidiosa e indelicada. Uma das maiores críticas é quanto ao nosso horário, que seria de seis horas ininterruptas, mas que, dizem os boatos, acabam sendo entregues menos de cinco.

É. E eu cheguei antes da uma hora. E nem bem cheguei, já tinha colega se despedindo.

Lembrando que na segunda-feira, ansioso, cheguei ao trabalho um pouquinho antes das oito, e encontrei somente duas colegas

Enfim…

O cachorro sem dono

Esses dias, conversando com minhas irmãs, recordamos de um daqueles casos que até parecem piada.

Minhas irmãs e eu morávamos em um barraco de madeira, sem muro, nos limites do Aureny I e Aureny II (1992-1994).

Certa manhã, eu estava lavando os pratos, e percebi um cachorro ainda filhote, deitado sob o tanque (que, assim como o banheiro, foi construído/instalado fora do barraco), e tentei enxotá-lo dali.

Não que eu me incomodasse com sua presença, mas uma de minhas irmãs tem pavor de cachorros (trauma da infância) e por isso em tentei expulsá-lo dali.

O filhote, que não tinha para onde ir, reagiu, e acabou me mordendo. Coisa pouca, nem chegou a doer. Mas mordeu.

Quando eu contei para as irmãs, elas ficaram preocupadas, e recomendaram que eu tentasse tomar a vacina antirábica.

Na manhã seguinte, me dirigi ao Postinho de Taquaralto — a pé — para tomar a vacina.

Não havia vacina, ou as técnicas não estavam preparadas para cuidar de um caso dessa magnitude. Resistiram a princípio, e depois me encaminharam para uma consulta com um médico.

Na mesma linha das técnicas, o médico falou que a vacina era muito radical, e era melhor eu esperar. Enquanto isso, prestasse atenção no cachorro.

Quando eu falei que era um cachorro de rua, sem dono, me recomendou que cuidasse dele.

Cheguei em casa chateado, e contei essa história às minhas irmãs. Fui motivo de risadas: caramba, o cachorro morde você, e quem merece cuidados é ele!

Tive que rir também.

Ah, o cachorro?

Desapareceu.

Vermes!

Vermes por toda parte!

Sim, em sentido figurado.

Na política.

No dia-a-dia. Sim, também no dia-a-dia. Foi-se o tempo em que se acreditava que os políticos seriam perversos, devassos, e teriam outras taras, mas o povo seria íntegro.

Não, quando as instituições se corrompem, todo o organismo (a sociedade) adoece.

Está um caos.

E, como o espírito está deprimido, os vermes aproveitam.

O blog, que estava às moscas (insetos repugnantes), de uns tempos foi infestado por vermes (worms, spams, coisa assim).

Cheguei a pensar que o post tão visitado pela praga tinha algum texto que os atraía.

Pareceu-me improvável. Contudo, não entendo muito de websemântica, essas coisas.

Mas quem sabe se eu postar alguma coisa…

Bem, aí vai.

Ainda não fui vencido. Vou reagir. Estou reagindo.