Auto-prestação de contas e estresse noturno

Achei que não daria para realizar o que idealizei.

Mas, analisando, penso que desempenhei bem.

Consegui desobstruir a rede de esgoto. Com gambiarra, mas consegui.

Voltei satisfeito para a casa da minha mãe.

E five bons motivos para sentir-me desanimado.

A sinhá está impaciente. Foi grosseira com mamãe. Mais de uma vez.

Penso comigo: será que realmente está tomando o medicamento controlado?

Se estiver, imagino como estaria sem ele.

Auto-prestação de contas

Eu finalmente me lembrei (e tive a iniciativa) de entrar na assistência técnica de refrigeração da quadra.

Um técnico veio olhar a geladeira. Descobriu o problema.

Depois, vieram buscá-la.

Prometeu que amanhã traz de volta.

Veremos se está semana eu concluo o que mentalizei: substituir a caixa de correio e resolver o entupimento da rede.

Eita!

Ontem à noite, o humor da sinhá estava alterado.

Quando eu cheguei, vi duas panelas no fogo. Era uma de arroz e outra de carne com osso.

E eu comeria a bobagem de perguntar pelo sapo (buldogue).

Respondeu que o dono (Bruno, esposo de nossa sobrinha) tinha vindo buscar.

Saiu dizendo que ia ao mercado, e deixou as panelas no fogo.

Na saída, estilou: mamãe ainda não jantou. Já eram nove horas.

Chegou passando das dez. Não vi se trazia alguma coisa. Não importa.

Outra vez! (Mais uma)

Sábado.

Fiz o jantar (mais da sinhá, parecido com lanche).

Mamãe jantou. Eu também.

E a sinhá lavando o cabelo.

Entra. Sai. Passa creme. Enxágua. Lava de novo. Pega uma tesoura.

Cortou as pontas? Não sei, não percebi diferença.

Enfim, veio jantar.

E eu ansioso para ir em casa.

Mas dis que, antes mesmo de terminar, veio com as caduquices com o sapo gordo (o buldogue francês da sobrinha e do marido): pipin, vamos passear.

Tenho de tomar cuidado com meu fígado.

Lidar com pessoa esquizofrênica é dureza.

Mais Uma!

Mais uma!

Estávamos almoçando, e mamãe deixou cair um pedaço de carne com osso (mais osso).

Fez barulho.

Dava para perceber que não tinha sido ela dando comida para o sapo (o cachorro feio, que não é nosso).

Mas a minha irmã, a sinhá, reclamou com nossa mãe, fez discurso, essas coisas que, quem a conhece, sabe do que se trata.

E sentenciou: parece que precisa tirá-lo da sala quando estivermos comendo.

Eu falei de mim para comigo: sim, há muito tempo.

E, na esteira das indelicadezas, disse: tá certo que caiu da boca da senhora, mas…

É desse jeito, tem de destratar quem já não tem os mesmos sentidos, não importa se há razão para isso (sinceramente, destratar quem já não tem a mesma consciência é o cúmulo, para mim).

Pronto, falei.